Revolução Russa termina com morte do czar

Após muitas reviravoltas, o Congresso do Soviete de Petrogrado tem seu fim com a condenação de Nicolau II à morte.


Foto de várias pessoas vestindo roupa formal reunidas em volta de um notebook enquanto conversam entre si.

      

Diante do final desastroso da primeira tentativa de escalada ao poder, a terceira sessão do Gabinete Histórico (GH) começou com uma remoção confusa dos membros da ex-Duma da administração do Estado russo. Enquanto o líder soviético Vladimir Lênin discursava em frente à sede do governo provisório, o Conselho fugiu pelos fundos, acabando por ser exilados na Sibéria. Apesar de não ter sido exatamente como planejado, os revolucionários ainda alcançaram o poder com o apoio do povo russo.

Em um salto temporal para o final de dezembro do mesmo ano, os delegados encontraram uma situação extremamente favorável aos Sovietes, além de um vasto território dominado, incluindo passagens essenciais para o desenvolvimento do país. Assim, o próximo passo da revolução era finalmente dar um fim à participação da Rússia na Grande Guerra. Dessa forma, foi chamada ao comitê uma representante dos Impérios Centrais a fim de desenvolver uma negociação pacífica.

A proposta oferecida por ela foi a libertação dos presos políticos em troca dos territórios da Ucrânia, da Finlândia, da Letônia e da Lituânia. Entretanto, o acordo não foi aceito de bom grado por todos os Sovietes presentes. A discussão gerou conflito, dividindo cada vez mais as opiniões. Haviam aqueles que queriam aceitar o acordo, mesmo que com pesar de ceder terras russas a nações capitalistas, priorizando a proteção dos cidadãos; e outros que consideravam a medida absurda. No fim, as porções de terra destinadas a cada uma das nações foram renegociadas, e a República Soviética da Rússia pôde finalmente estar em paz.

Uma vez que a questão da guerra e quem estaria na liderança do país estava resolvida, além da criação do exército vermelho, a discussão se voltou a tópicos como o envio de uma equipe de busca pelos antigos líderes do regime czariano. O antigo chefe de Estado foi condenado à morte, e conheceu seu fim com fogo. Assim, a última ação do Conselho do Soviete de Petrogrado foi um mandato de demonstração de força através da Transiberiana, para que não apenas a sociedade russa, mas também as nações vizinhas, pudessem presenciar, por fim, os progressos da revolução socialista.


Por Louie Viana Bittencourt e Natasha Perusso Faria

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