É finda a Assembleia Geral Futurística!

Apesar dos pesares, as delegações aprovaram uma Resolução, superando crises e definindo o futuro da humanidade.



A primeira sessão do dia 4 de julho de 2092 da Assembleia Geral Futurística (AGF) foi marcada por mais acusações proferidas por várias delegações. A pauta principal do debate girou em torno do julgamento, ou não, dos países que violaram os direitos humanos no ano de 2048. A República Bolivariana Unificada se destacou novamente durante as discussões, expondo sua indignação diante das atitudes das outras nações presentes: “Quem apertou os botões foram países, não pessoas. Botões não ligados a ogivas não disparam", declarou o delegado sobre o disparo das bombas em 2048 e a responsabilização individual em tribunais internacionais. 

A Amazon, após ser inundada por críticas vindas principalmente de delegações como Império Persa e República Bolivariana Unificada, replicou dizendo que apenas ele tentava resolver o problema e que necessitava do auxílio dos outros representantes. A Comunidade Internacional Marciana, até o presente momento sem grandes intervenções, comunicou: “Não aceitarei que explorem meu planeta, já que meu território não tem a ver com a destruição do planeta Terra, que quem destruiu foram vocês!". Outro momento de tensão foi o cerco de Alice Springs, que culminou na morte de milhares de civis do Outback australiano. Os membros da Conferência, mesmo tardando em apresentar uma solução para o conflito, evitaram mais mortes além das que ocorreram nos 5 minutos mais sangrentos desde a guerra de 2048.

A resolução encontrada pelo comitê atingiu as expectativas da maioria das delegações, mas não agradou totalmente a todos. Os países presentes na AGF concordaram em reconstruir a Terra ao mesmo passo em que exploravam o espaço. Por fim, o Documento de Resolução foi formulado e eficientemente aprovado pelos delegados ao final da sexta sessão.

Por Ana Laura Lopes Marczwski e Henrique Piva Corrêa

Comentários

Postagens mais visitadas