Conferência do NovoRio-92: o futuro da humanidade nas mãos de 15 delegações
No dia 3 de junho, representantes de todos os Estados tomarão as rédeas do futuro da humanidade no planeta Terra na Assembleia Geral Futurística (AGF).
No fatídico 1º de julho de 2048, a humanidade viveu as mais catastróficas horas de toda a sua existência. O ataque, iniciado pelo governo Ivanka Trump em resposta às declarações de Beijing, culminou na morte de centenas de milhões de mortes diretas ao redor do mundo e obrigou o deslocamento forçado de cidades inteiras, de Nova Iorque à São Petersburgo. Tais eventos abalaram não somente a economia global, mas também catalisaram a mudança de paradigma no Sistema Internacional.
Potencializando os já existentes problemas ambientais, as explosões, através do calor gerado, derreteram as calotas polares, elevando o nível dos mares. Como consequência, as numerosas populações litorâneas foram obrigadas a construir uma nova sociedade do zero. Não obstante, o material radioativo advindo das ogivas nucleares contaminou corpos d’água e prejudicou a fauna e flora das regiões atingidas pelos mísseis.
Após o longo período de isolacionismo, a comunidade internacional voltou a se reunir sob uma Organização de Nações Unidas em 2085. Para solucionar os problemas supracitados, a República Federativa do Brasil será anfitriã da Conferência do NovoRio-92, que acontecerá em 3 de junho de 2092, em homenagem à Eco-92, que também ocorreu na cidade do Rio de Janeiro.
Sob o jugo de toda população mundial, que está preocupada sobretudo pela própria sobrevivência, os líderes das 15 nações decidirão o futuro da humanidade entre dois projetos igualmente ambiciosos: recuperar o arrasado planeta Terra ou dar o salto além da atmosfera e colonizar outros corpos celestes. Independente da resposta dada para o mais emblemático dilema da história, a expectativa é de uma forte polarização entre os defensores de cada solução e demandará um nível de diplomacia nunca antes visto desde a fundação do Sistema Internacional com a Paz de Vestfália.
Por Henrique Piva Corrêa e Ana Laura Marczwski.
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